Confirmando o que os tucanos vêm afirmando desde os primeiros meses do Governo Dilma, marcado por uma sucessão de escândalos que resultaram inclusive na saída vários ministros, uma pesquisa CNI/Ibope, divulgada na manhã desta quarta-feira (10), apontou queda na avaliação pessoal da presidente Dilma Rousseff e, simultaneamente, queda na avaliação positiva de diversas áreas do governo.
“Não ficamos felizes quando vemos a liderança maior do nosso País enfiando os pés pelas mãos. Não ficamos felizes quando temos que ocupar o nosso tempo criticando, denunciando e vasculhando as ações de um Governo que começou com o discurso do continuísmo, tem dado demonstrações de fraqueza perante as crises internas e tem perdido mais tempo apagando incêndios do que executando ações que podem manter o País nos trilhos”. Comenta preocupado o vice-líder do PSDB na Câmara, Deputado Sul Matogrossense, Reinaldo Azambuja.
A aprovação da forma como Dilma comanda o país passou de 73% na pesquisa divulgada em abril para 67%. Com isso, a taxa de desaprovação subiu de 12% para 25% no mesmo intervalo. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
O levantamento verificou aumento do índice de desaprovação do governo em setores específicos. A insatisfação com relação aos impostos passou de 53% em abril para 69%. A desaprovação com o combate à inflação também subiu, partindo de 42% em abril para 56%.
No combate ao desemprego, a taxa dos que desaprovam as políticas governamentais passou de 35% em abril para 47%. Na saúde (aumento do índice de desaprovação de 53% para 69%), educação (43% para 52%), e segurança pública (49% para 65%) também houve variação negativa significativa.
Paralelamente a isso, a confiança na presidente Dilma caiu. Dos entrevistados, 65% disseram confiar na presidente (o índice anterior era de 74%). Com isso, aumenta a taxa dos que não confiam (de 16% em abril para 29%).
No mesmo intervalo considerado de tempo, mais que dobrou o percentual dos entrevistados que consideram o governo Dilma pior que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (de 13% para 28%).
“É fato que a sucessão de escândalos de corrupção e a falta de traquejo da Presidente só poderia resultar na ampliação da insatisfação dos brasileiros, de quem trabalha de sol a sol e tem que assistir praticamente todos os dias no noticiário denuncias de roubalheiras e desmandos envolvendo este Governo” dispara Azambuja. “Pesquisa expõe desapontamento dos Brasileiros com o governo Dilma”, finaliza.
Segundo o instituto pesquisador, não é possível dizer com base na pesquisa, que as crises políticas ou as ameaças econômicas tenham influenciado na mudança na avaliação do governo petista. Isso apesar de os entrevistados terem indicado percepção da mudança na política de juros e dos escândalos políticos.
O levantamento mostrou um aumento na percepção de notícias desfavoráveis sobre o governo (de 7% para 25%).
Espontaneamente, os assuntos mais lembrados sobre o governo Dilma foram a crise no Ministério dos Transportes (21%) e na Casa Civil (14%), seguida pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que liberou a união estável para casais do mesmo sexo (7%).
A pesquisa foi realizada em todo o Brasil entre 28 e 31 de julho. Assim, a polêmica em torno dos ministérios da Agricultura e Defesa não foi abarcada pelo estudo.
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